
Cubistas realistas
Penetram entranhas,
Invadem veias, células,
Transmutam matéria palpitante.
Intensa cor de cidade morta,
Dilacera entranhas,
Consome o verde escondido
Que oferece meu coração jovem.
Capturador de almas
Irrompe carnificina,
Draga flores do meu jardim.
Meu sacrifício é inútil
Nesta guerra devastadora.
Traço trincheiras,
Faço ressurgir corpos imolados
Numa dança macabra.
O espírito sublime surge
Procurando sua própria sombra.
Eu, missionária de mim mesma,
Nesse festim diabólico
Danço na plataforma
Da geração perdida
A canção da vida perigosa.
Sou uma torrente,
Girando num sapateado louco,
Grito aos quatro ventos:
Quem mata
Não participa do banquete.
Penetram entranhas,
Invadem veias, células,
Transmutam matéria palpitante.
Intensa cor de cidade morta,
Dilacera entranhas,
Consome o verde escondido
Que oferece meu coração jovem.
Capturador de almas
Irrompe carnificina,
Draga flores do meu jardim.
Meu sacrifício é inútil
Nesta guerra devastadora.
Traço trincheiras,
Faço ressurgir corpos imolados
Numa dança macabra.
O espírito sublime surge
Procurando sua própria sombra.
Eu, missionária de mim mesma,
Nesse festim diabólico
Danço na plataforma
Da geração perdida
A canção da vida perigosa.
Sou uma torrente,
Girando num sapateado louco,
Grito aos quatro ventos:
Quem mata
Não participa do banquete.