
Não há lua.
Um negrume denso, espesso
Brota da silhueta incorporada
Na noite.
Espero os passos incertos
Irem para o vazio estreito
Do silêncio.
O sangue alerta,
Dois olhos espreitam o frio.
Batidas cardíacas ressoam.
Uma dor de fenda, num espiral começa
Quebrando o circulo agonizante do medo.
Cada um rompendo o lado que habita.
Segue, cada um,
Para o lado oposto do encontro
Deixando emanações
E pulsações
Onde tudo se deu.
O afastamento é o escape
Frente à agonia do desconhecido,
Por medo dos clamores que a carne têm.
Por medo desse encontro torpe,
Que na escuridão da vida
Atravessa nosso caminho.