sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Lugar de Sonho



Tela de Hu Jundi


De respiração entrecortada.
Na catedral das reencarnações,
Buscava a evaporação do fio dos sonhos.

Seu corpo leve ia de encontro aos que
Soltavam-se do existir.
Precipitava-se num voo inquieto e numa
Insensata busca para elucidar signos.

Era alguém que desdobrava as noites
Arriscando-se num incontrolável mergulho.

Soprava a poeira dos mortos
Dependurados nas franjas do tempo.
O horizonte rompia-se em pedaços fragmentados
Como um cristal de caleidoscópio.

Em cada pedaço,
Alguém lhe fazia um sinal de avistamento.
De longe, os louvores garantiam
Sua entrada no templo da almas.

Eu própria, em minha vestimenta de vidro,
Pude penetrar no vale onde nasciam todos os risos.
Vi a transparência líquida dos espíritos
E a fonte que brotava do centro de seus corpos.

Como um manancial de luz palpitante,
Crisálidas azuis se transformavam nesse lugar de sonho. 

6 comentários:

Anna Amorim disse...

Dos sonhos renascer em poesia!

Doces beijos,

Anna Amorim

AC disse...

Procurar é da nossa condição. Contudo, são os caminhos trilhados que marcam a nossa existência.
(Parabéns pela versatilidade do blogue)

Bj

Arnaldo Leles disse...

Muito belo!

Carla Diacov disse...

Volta!

docerachel disse...

Volto sim, apenas tenho que me desatropelar da vida!

Ana Pereira disse...

Boa tarde
Passei pelo teu cantinho para te dar a conhecer o meu modesto espaço de poesia.
Espero que gostes. Um abraço, Ana Pereira
http://almainspiradora.blogspot.pt/