terça-feira, 26 de agosto de 2008

O Crepúsculo

Ilustração de Kael Kasabian


A sede em minha garganta

É um metal de corte,
É uma voz que grita
Sobre o crepúsculo da morte.

O hálito do tempo
Trama o inconcebível.

Um rio de espadas

Empunhando gritos,
Crava sob meu corpo branco

Um delirante rito.


Aquele que chama

A aurora exangue,
Num clarão desponta

Rasgo de meu sangue.


A noite perdida

Dos meus dias findo.

Invade o tempo

Fixando sombras,

Para além de tudo,

Para além da vida.

Um comentário:

CARMEN L. FOSSARI disse...

RACHEL
BELO BLOG, POEMAS VISCERAIS, NINGUÉM ACREDITARIAA QUE A POESIA TÃO DENSA VEM DA MESMA FONTE CRIATIVA DOS DELICADOS CAKES... PARABÉNS PELA TUA VERSATILIDADE DE CRIAÇÃO

BEIJIM

CARMEN