domingo, 22 de junho de 2008

Voo

Tela de Edward Burne-Jones


Ave perdida
Conta-me à ventura do voo.
Vem trazer-me a brisa das asas.

Noturno o canto que chega
Embalando o oculto de mim.
Desperta-me desse sono de pedra.
Solta-me no ar em hélice esquecida.

Atiro-me à janela.
Vou de encontro à parede.
Ali, com cores de sangue,
Desenho-me, pássaro perdido.

Um comentário:

Manuel Marques disse...

Se nao tentarmos nunca saberemos que desenho irtá nascer, que vida poderá ser a nossa, que objecto poderá nascer do simples facto de saírmos da nossa quente e confortável toca! Beijinhos e parabéns!!!