domingo, 18 de setembro de 2011

Arbusto em Chamas


Tela de Jia Lu



Os dias de sol habitaram novamente
O meu corpo gelado,
Inundando de azul as corredeiras
Dos meus olhos turmalina.

Em meu corpo, acenderam-se fogueiras,
Com folhas secas de outros outonos.
Labaredas arderam em faíscas,
Que correram pela pele
De arbusto em chamas.

Diziam que o teu segredo
Era o meu segredo, por isso,
Aquietei-me no sagrado de tua boca,
E no êxtase do desdobrar de flores.

Meu ventre se comovia,
E se abria em celeiro de sementes.
Recolhia o teu fruto doce,
Para relâmpagos surgirem no tempo,
Fazendo nascer constelações.

9 comentários:

Arnoldo Pimentel disse...

Um poema lindo perfumado de amor.Beijos

JOSÉ ROSÁRIO disse...

Pela tua ausência que percebi e pelo toque de Fênix que exala nessas novas linhas, parece que algo se resolveu.
Benvinda novamente à vida. Aqui esperamos pela alegria de seus novos versos.

Assis Freitas disse...

re-nascimentos sob o sol,


abraço

efa disse...

Festejo tu regreso mujer! Y que nazcan constelaciones.
Besos a vos

Patrícia Pinna disse...

Boa tarde, Rachel.Andamos sumidas, certo?Aqui estou eu a contemplar mais um poema seu profundo.
O poema é de uma beleza e suavidade em versos, de uma alma que se entregou com calor, de uma alma outrora triste.
Hoje, em especial, os meus olhos estão tal qual o seu poema.
Parabéns, e espero que você reapareça.
Um beijo, e fique com Deus!

Sonhadora disse...

Minha querida

Um suave raio de sol ilumina o teu poema...restos de luar de vislumbram nas entrelinhas.

Adorei como sempre ler-te a alma e deixo o meu beijinho.

Sonhadora

Moisés Augusto Gonçalves disse...

"Em meu corpo acenderam-se fogueiras..."
Lindo!

Anna Amorim disse...

Rachel,

"Meu ventre se comovia,
E se abria em celeiro de sementes."

E ainda discutem se há uma escrita feminina!

Beijos doces,

Anna Amorim

Anna Amorim disse...

Rachel,

"Meu ventre se comovia,
E se abria em celeiro de sementes."

E ainda discutem se há uma escrita feminina!

Beijos doces,

Anna Amorim