terça-feira, 4 de outubro de 2011

Amor


 Tela de Andrew Wyeth

A cada dia esperei
Por um vento que me acalmasse,
Que abrandasse a brasa que ardia,
Pesando em minha boca.

Quieta, ansiava como louca
Tua boca sob a minha,
Para voltar a tremer.

O tempo virou tormento,
Esperando esquecimento,
Que eu queria ter em mim.

Indiferente, tu colocaste
Os dias em meu rosto,
Fazendo-me singrar
Num mar de lágrimas e dor.

Tornei-me cega e perdida,
Sem sua boca ferida
De beijos que dei em ti.

Por tudo que fomos um dia,
Só as lembranças não bastam,
Se trago no peito essa dor.
Tens que voltar com mãos de astro,
Marcando-me um lastro,
Numa linha de amor.

7 comentários:

manuel marques disse...

Bonito poema de amor.

Beijo.

marlene edir severino disse...

Concordo.
Amor tem que ser presente
a cada instante renovado:
atuante,
reinventado!

Abraço!

manuel marques disse...

Obrigada pela dança da solidão...

""A solidão é muito bela, mas quando se tem perto de si alguém a quem o dizer."

Beijo.

Ricardo Miñana disse...

Muy bonito el poema de amor.
que tengas una feliz semana.
saludos.

Paulo Roberto Wovst Leite disse...

Quando trazes em tua boca o sabor de uma bebida, amor...

Dolores Quintão Jardim disse...

Belo poema de amor...

O "que fomos um dia"? nunca mais seremos!

É pena, mas é a ordem natural da vida!

Beijos, doce Rachel.

Jorge disse...

Fico Feliz por voce ter voltado a postar.Agora melhor do que antes, mais consciente, prova que você também está melhor.