sexta-feira, 13 de julho de 2007

Estações

Tela de Alphonse Mucha

Era primavera quando rejuvenesceu o meu olhar
E a fonte que refrigerou a minha alma cantava.
Meus pés inquietos, ataviaram-se em sandálias,
Que iriam correr caminhos para estar em ti.

No verão mais tórrido conheci areias,
Debruçando-me nas janelas dos teus olhos.
Vi uma paisagem de sonho,
E me enredei delirando em sua teia.

O outono desenhou uma linha vermelha em meu corpo
E fui levada como folha ao vento pelo selvagem destino.
Queimei um silêncio de amante a suspirar numa vidraça,
Mas acabei esquecendo o fruto dessa paixão.

Fui perdendo folhas, aprendendo a discernir
Nuvens de fumaça.
Mergulhei no inverno de minha vida.
Agora, deito meu olhar neste turbilhão atordoado de sonhos.
Dou conta que posso estar em ti e além de ti sempre
.

Um comentário:

André L. Soares disse...

Boa tarde! Excelente poema. Aliás, não apenas esse. O blog todo é de muito bom gosto e os textos são ótimos. Por enquanto li somente os últimos posts, como faço sempre na primeira vez que visito um blog. Excelentes mesmo! Depois voltarei para ler mais. Estou dando um ‘passeio geral’ pelos blogs relacionados à literatura, principalmente poesia e prosa. Gostei muito do seu blog. Vou adicioná-lo ao meu blog, bem como favoritá-lo no ‘blogblogs’, para que possa visitá-lo mais vezes. Quando puder, visite também meu blog, no endereço: [ http://poemasdeandreluis.blogspot.com ]. Sinta-se à vontade... a casa é sua,... e, gostando,... por favor, também adicione meu blog e, se for o caso, ao seu ‘blogblogs’, ‘techinorati’ etc. Vamos tentar ampliar a rede de intercâmbio artístico-cultural, influenciando-nos e aprendendo mutuamente. Grande abraço!