quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Caixa de Metal

Tela de Feng Zhengxing

Havia no bosque um trinado
Parecia um pássaro encantado
Preparando o despertar.

Eram notas de harmonia,
Com certeza só podia
Ser de um rouxinol real.

E todos os dias bem cedo
Lá no bosque de carvalhos
Ele se punha a cantar.

Embalava os meus sonhos
Que vagava entre as folhas
Me fazendo suspirar.

Como deve se bonito,
Que plumagem exuberante
Esse pássaro terá.

Avistar o seu semblante
É meu desejo constante
Que bonito deve ser!

Mas como a vida é cheia,
De ironia e mazelas,
Descobri que o canto forte
Do lindo pássaro real,
Vinha mesmo lá do norte
D’uma caixa de metal.

2 comentários:

Manuel Marques disse...

E escrever para crianças? O encanto e espiritualidade que imprimes à escrita leva-me a crer que também és fora de série a escrever para elas! (não te conheço muito a faceta dos contos, embora tenha lido alguns... mas também só te leio por aqui agora e apenas tenho acesso aos poemas, um senhor privilégio diria!!!)

Parabéns e que essa inspiração nunca cesse!

Abraço!

docerachel disse...

Manuel vc sempre tão caloroso em seus comentário. Acabo abrindo um blog de contos só por vc.
Obrigada por todas as lindas palavras.