domingo, 21 de setembro de 2008

O Demolidor

Tela de Dino Valls



No silêncio de tudo,

Ele compunha versos alados.

Arquitetava palavras

Batendo um compasso

Dissonante e continuo

No emaranhado das letras.


Acariciava as silabas

Para formar seus poemas.


Ao toque da pena

Saltavam

De sua primordial forma,

Na folha quase branca.


Seguia numa lógica enlouquecida

Pelas promessas desconstrutivas.

Assim, num emaranhado de versos,

Ele se perdia para se achar.


Quando tudo estava pronto

E a folha preenchida,

Ele, como um demolidor,

Desconstruia todas as palavras,

Para juntá-las,

Num novo poema de amor.

2 comentários:

Leninha disse...

ahhh demolidor!!!
que queres palavras de amor?
pois te dou...
faça outro poema...nesse mesmo louvorrr
beijosss

Anônimo disse...

Eu quero masi!!!! Muito mais!!! Sempre !!! Adonize