domingo, 21 de setembro de 2008

Vaso


Desconheço o autor



Vim pura e livre.

A essência foi conquistada

No clamor de minha liberdade.

Minhas escolhas foram propostas

Pela força de meu coração.


Fui arredondada em argila quente.

Dei voltas inteiras

No torno do oleiro mestre.


Decodifiquei meu corpo

Em partículas de areia e água,

Quando saí

Do propósito da criação divina.


Agora sou vaso

E só preenchida sinto o meu valor.

2 comentários:

Leninha disse...

o barro e a essência do ser...
maravilhoso trabalho...
o que desejas ser?...
ha um mistério no ser...
hoje o que és...
O vaso era puro...
beijoooooooo

Manuel Marques disse...

Permite-me prestar-te a homenagem devida de quem me faz sorrir com a alma com as encantadas doçuras que escreve!!! Belíssimo poema este... como todos!!!