sábado, 18 de outubro de 2008

Represa

Foto K.Belkina



Minha garganta seca

Assimila a água de tua boca.

O meu olhar

Cruza o teu oceano

Marcando a distância do encontro.


Moléculas de ar

Rasgam minha boca

Que represa tua saliva salgada.


Uma necessidade

Preenche meus lugares secretos.

Entorpecidos se deixam penetrar.


Você abre caminhos

Sem resistência.

Traço um rumo

Confirmando nossa existência.

Derrubo a comporta

Que te represa.


Sou esculpida

Por tua água renovada

Enquanto você se dilata

Para estancar-se em mim.

4 comentários:

Leninha disse...

Represa...
sim...represa (dentro da represa o que conseguimos guardar?)
represa mata a sede...
agua, fonte...
é tanto...é vasto...
beijo querida.

Manuel Marques disse...

Deixo-te parte de um pensamento meu já com teias de aranha:

...quando a vida bate à porta e os desejos tomam a forma de uma realidade com que sonhamos e nem acreditamos, talvez seja altura de abrir os olhos e aproveitar os dias...


...o amor que circunda os escolhidos por sorte ou mero acaso também tem de ser estimulado, sob pena de uma dia apenas glorificarmos o espectro para lá do espelho, talvez andes perdido...



Beijinhos e parabéns!

Beijos, beijos, beijos... e como alguém me disse ainda hoje... 'qualquer dia fico-te com os lábios de tanto te beijar'

Poema com Amor à solta!!!

O que Cintila em Mim disse...

Beijos resgatados por tanto amar.

universo em poesias disse...

Fazendo a leitura deste texto senti-me verdadeira represa, prestes a libertar da prisão.
Água em fúria a procura de um amor, com todo desespero do desejo cair nos braços do amado!
Parabéns Poeta!

Marta Peres