domingo, 24 de junho de 2007

Coruja Suindara

Tela Naif de Guido Vedovato


Ela costumava ficar
No castanheiro frondoso,
Mostrava-se quieta e soturna.
Já no inicio do crepúsculo
E a noite inteira,
Reinava como rainha absoluta do silêncio.

Sempre teve um arsenal de planos
E alerta observava,
Até poder quebrar o encanto.

Então, descia de seu recolhimento
E planava nas camadas
Quentes de ar.
E de repente,
Surgia num rompante,
Sem que ninguém se desse conta,
Nem mesmo a presa de seu olhar.

E saciada e plena
Voltava ao castanheiro
A olhar e olhar.

Um comentário:

arterapiaanamaria disse...

Grande coruja!
Observando e atenta...
Preciso ser mais coruja...
E não sou...kkk
Beijos.

Ana Maria