quinta-feira, 10 de maio de 2007

Deus Pã


Pintura de John William Waterhouse

Quero estar bem consciente
Quando sentir o hálito de Pã
Tocando sua flauta de caniço.


Ter meus sentidos acordados
E poder ser tudo
Em todos os lugares.


Quero o dia eterno,
E a eternidade no estado das coisas.

O invisível ira mostrar-se
Propondo-me certezas
De ser acariciada
Pela música de Pã
Acreditando no abandono
Dessa delicadeza.

Pã provoca-me
Com sua música sem lógica
E eu materializo-me em flauta
Para ser tocada com loucura.

Vou em seus ombros
Para ver as cores que pintaram
O céu esta manhã.
Deixo que o figurativo me fascine
E todas as suas cores pálidas
Enrosquem-se em mim.

Pã não se mostra a todos,
Faz-se invisível.
O que lhe atrai é seu desejo de sol,
É meu reflexo na água.


Pã vem da Terra do Nunca
Das cercanias do Olímpo no infinito.

Sorrateiramente espia-me,
Abafa-me!
Ele quer saber de minha vida,
Quer vivê-la em mim.


Pã é um desertor do Vale dos Deuses,
Enlouquecido pela beleza dos humanos.
Espanta-se ao ver-me tão sem medo
A espreitar seus passos.

Eu fortaleço-me em sua música e poesia.
Imagino-me ele,
Querendo renascer em mim.
Juntos morremos
Para renascermos em nós.

Um comentário:

Marcos disse...

LINDO, LINDO E LINDO, MINHA DOCE AMIGA RACHEL, TUDO QUE VC TOCA VIRA UM DOCE, PARABÉNS MINHA QUERIDA AMIGA, ESTÁ TUDO LINDO, BEIJOS